Foi aqui que viveu - e muito fumou - a muito conhecida Poetisa Virgínia Vitorino.
E não fotografasse eu a respetiva varanda se não fosse um CRIME uma MULHER FUMAR nos anos 30!
A sua Personalidade, o seu trabalho, os seus poemas deram nome à rua onde nasceu e viveu a Poetisa.
Alugado por uma senhora que me fez todo o roteiro turístico, este é hoje o espaço onde os estudantes aqui residentes vêm passar as tardes e início de noites.
Uns versos que também eu não conhecia:
Fui nova, mas fui triste... Só eu sei Como passou por mim a mocidade... Cantar era o dever da minha idade, Devia ter cantado e não cantei...
Fui bela... Fui amada e desprezei... Não quis beber o filtro da ansiedade. Amar era o destino, a claridade... Devia ter amado e não amei...
Estavamos em 1967, quando no outro lado do mundo lançavam os Beatles o Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e quando falecia Virginia com muito de certeza ainda para nos dar.
Desafio-vos 5min parados a ler essa informação, e deparam-se com a mesma Senhora que me apresentou o espaço, cujas fotos denunciam o conforto e originalidade do filho (com importante função no Mosteiro de Alcobaça), que deu vida à Poetisa.
Em baixo, A primeira sala onde podemos pedir o nosso café ou mesmo o nosso bitoque; este cantinho é versátil no servir.
Nesta segunda sala observamos várias obras, escritos, caricaturas e retratos de Virgínia.
APETECÍVEL, não é?
Em ALCOBAÇA, estuda-se aqui!
Todas as mesas estão cobertas com as suas obras, ou até mesmo fotografias de clientes que quando voltam se surpreendem e se emocionam por ver o seu rosto e participação gravados sob o vidro onde pousamos a chávena de café!
E....
quando achamos que já visitámos tudo ...
Deparamo-nos com uma terceira divisão, que utililizaram para venda de souvernirs e artigos típicos da zona!
À partida pelo título poderá pensar-se que o enredo circulará em torno de religião ou da defesa da existência de Deus.
É na verdade uma passagem pelos seus pensamentos com vista ao entendimento da nossa existência pela Vida coreografada e produzida à imagem de Deus.
"Mas, ao mesmo tempo, agradam-me bastante mais os ateus que devotam as suas vidas a ajudar os outros do que pessoas que se dizem religiosas mas nada fazem de importante pelo próximo."
Uma leitura fluida e rápida, sem respostas dos porquês e dos comos que nos farão olhar também para a nossa Missão nesta Vida.
Durante todo o enredo, o psicólogo oferece resistência ao crer que tem Deus perante ele, até que após várias reflexões, eis a Sua Mensagem.
"Ele quer ser visto como alguém de mente aberta que não exclui ninguém do seu plano arquitetónico. Não favoreceu nenhuma religião em particular e aceitou os que escolheram não acreditar nele. Deus queria ensinar numa atmosfera de aceitação onde o estudante pudesse decidir por si mesmo."
"Ele quer ser entendido como um ser vulnerável, com as suas próprias limitações. Deus está sobrecarregado, cansado e até, por evezes, deprimido. Chegou a dizer que a sua sobrevivência depende da nossa ajuda. Repetiu umas quantas vezes que ser uma boa pessoa é uma questão de bom senso e sabedoria."
Michael Adamse é o autor do enredo, doutourado em psicologia clínica, ele próprio foi personagem da história descrita.
Deixo uma reflexão para aplicarmos no dia a dia,
"Cada acto de bondade é uma oportunidade para nos tornarmos espiritualmente mais forte."
São Pedro de Moel, é o Paraíso que as fotografias ilustram!
Uma villa com uma praia bem vistosa, simpática onde reina a paz e a serenidade.
Foi a primeira paisagem que usufruí de 2015, é um local por mim visitado frequentemente, com agradáveis esplanados para um bom livro ler e confortáveis banquinhos para uma consistente conversa.
Localizado no distrito de Leiria e concelho da Marinha Grande, São Pedro de Moel é avizinhado pelas Praias da Pedra do Ouro, Polvoeira, Paredes da Vitória e outras mais.
Mais publicações deste cantinho virão, até lá, planeiem já a vossa passagem por aqui.